Suspeitos de matar policial militar durante blitz vão a júri em Divinópolis

Suspeitos de matar policial militar durante blitz vão a júri em Divinópolis
Suspeitos são irmãos e um deles foi preso após assumir o crime.Policial de 29 anos morreu atropelado enquanto trabalhava.
Depois de mais de um ano da morte do policial militar Edgar Porfírio, os suspeitos do crime foram a júri popular nesta terça-feira (2), em Divinópolis. Os irmãos são acusados de homicídio, por terem atropelado o policial em 2013, durante uma blitz. Até a publicação desta reportagem, o julgamento não havia terminado.
Segundo o juiz Marcelo Paulo Salgado, que preside o julgamento, foram a júri Thiago Henrique Pereira Santos e Guilherme Henrique Pereira Santos. O primeiro estava preso por ter assumido o crime, mas foi inocentado pelo irmão, Guilherme Henrique Pereira Santos, que confessou ter atropelado Porfírio.
A decisão de julgar os dois foi tomada durante a segunda audiência de instrução do caso, realizada em janeiro deste ano. Na época, o andamento foi conduzido pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Marcelo Paulo Salgado.
Na última semana, surgiram novidades. O promotor responsável pelo processo revelou que Thiago Henrique Pereira Santos, que assumiu a autoria do crime no ano passado, foi inocentado pelo irmão, Guilherme Vieira Pereira Santos, que confessou ser o verdadeiro autor do atropelamento em uma das audiências. Thiago teria assumido a autoria para proteger o irmão.

Relembre o caso
Edgar Porfírio de Oliveira Júnior, de 29 anos, estava lotado na Polícia Militar desde 2006 e foi morto após ser atropelado durante uma blitz realizada na Avenida Castro Alves, no Bairro São José, no dia 16 de setembro de 2013.
O soldado chegou a ser arrastado por vários metros e o condutor fugiu sem prestar socorro.
O policial foi resgatado e internado com traumatismo craniano e fraturas pelo corpo no Hospital Santa Mônica, onde passou por cirurgia e permaneceu em estado grave. Três dias após o incidente, ele morreu. O corpo foi velado na sede do 23º Batalhão da PM e enterrado com honras militares.
No mesmo dia do incidente, durante rastreamento, o suspeito Thiago informou que havia sido assaltado e abandonado na BR-494. Durante o registro da ocorrência, os militares desconfiaram, já que ele dirigia um veículo semelhante ao da ocorrência registrada na blitz.
O condutor teria confessado que atropelou o militar. A caminhonete foi encontrada na comunidade rural de trindade com os danos do atropelamento. O dono do veículo também foi preso e ambos foram autuados. Fonte: G1

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