Professores dispensados pela Lei 100 reclamam de demora em Divinópolis

28/01/2016 20h24 - Atualizado em 28/01/2016 20h25

 Foto: O TEMPO

Os profissionais de educação dispensados pela Lei 100, que demitiu quase
60.000 professores em Minas Gerais, concorrrem a uma vaga para continuar trabalhando. O processo tem sido lento. Em Divinópolis, alguns trabalhadores afirmam que estão sendo lesados. A cidade tem 34 escolas estaduais e o número de vagas disponíveis é incerto. Profissionais que atuam em outras cidades também podem participar da designação. A Superintendência Regional de Ensino (SRS) afirma que são muitos profissionais tentando vagas.

O MGTV mostrou alguns profissionais prejudicados pela extinção da lei. O professor de matemática Wellington Lataliza França trabalhou por dez anos na rede estadual. Ele agora tenta uma vaga pelo processo de designação.

A principal reclamação dele se baseia em uma carta enviada pelo Estado em 2011. O texto garantia que vagas ocupadas por servidores da Lei 100 não estariam disponiveis para concurso. Mas, com o fim da lei, é como se o papel não valesse nada.

A situação da professora de ensino religioso Maria Apareicda Lopes e Santos também é complexa. Por ter ficado afastada por mais de um ano e meio, ela passou por perícia médica e foi considerada inapta para o serviço. Com o fim da Lei 100, ficou desempregada. Agora, não consegue designação e também não consegue se aposentar.

O professor de inglês Welinton Madeira trabalhou durante 18 anos como contratado pela Lei 100. Passou no concurso de 2014. Mas, não foi chamado porque foi reprovado na perícia. Sem a vaga do concurso e sem a vaga com o fim da lei, a incerteza da designação foi o que restou.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG) acompanha de perto tudo isso e tenta resolver o problema. De acordo com a representante da cidade, Catarina Valle, os profissionais que aguardam respota da Seplag podem particpar do processo. Eles têm até 45 dias para apresentar ao Estado todos os seus laudos de perícia médica.

Outro lado
A supervisora da Superintendência Regional de Saúde (SRS), Telma Oliveira Campos, afirma que há muita gente para ser designada e que com o fim da lei 100, surgiram muitas vagas, por isso a seleção é demorada, pois é preciso conferir documentos.

Do G1 Centro-Oeste de Minas com informações do MGTV

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