Atlético empata com a URT no primeiro jogo da semi e recebe vaias

Quando a URT decidiu levar o jogo de ida da semifinal para o Mineirão, muito se questionou sobre o fato de o time jogar na casa do adversário e sem o apoio de sua torcida. A equipe de Patos de Minas, no entanto, chegou ao Gigante da Pampulha e mostrou porque é a melhor do interior por dois anos consecutivos. Mesmo saindo atrás no placar, o Pato não se intimidou e segurou o empate por 1 a 1 com o Atlético em Belo Horizonte.

O jogo teve etapas distintas e o Galo completou três jogos sem vencer na competição. Se na primeira etapa parecia ser questão de tempo para o Atlético fazer um bom resultado no Mineirão, no segundo tempo a equipe se perdeu. Além se sofrer o gol de empate logo no início, o Atlético viu a equipe de Patos de Minas ter o controle do jogo em alguns momentos e levar real perigo ao gol de Giovanni. Ao fim da partida, o Atlético ainda foi vaiado, assim como o técnico Roger Machado.

Substituto de Fred, Rafael Moura marcou o gol alvinegro, aos 21 minutos do primeiro tempo, após falha do zagueiro Rodolfo. O defensor da URT tentou o recuo para Juninho, mas He-Man estava no caminho para interceptar a jogada e abrir o placar no Gigante da Pampulha.

O segundo tempo começou com um banho de água fria para os atleticanos. Marques empatou logo aos quatro minutos de jogo. Allan Dias recebeu do lateral-direito Dick e rolou com tranquilidade para Marques, após Gabriel e Léo Silva baterem cabeça na jogada.

Apesar de o resultado não ser o esperado pelo Atlético e, principalmente, pela torcida, o Atlético segue em vantagem. Por ter feito a melhor campanha da fase classificatória, outra igualdade, no próximo domingo, no Independência, garante o Atlético na final do Estadual.

O jogo

Jogando para a sua torcida, o Atlético tomou a iniciativa, como já era de se esperar. Antes dos dez minutos, o Galo já havia bombardeado o gol da URT. Coube a Rafael Moura apresentar o cartão de visitas, com uma bola na trave. O lance seguiu com o cruzamento de Marcos Rocha e finalização de Robinho, que parou na boa defesa de Juninho. A bola ainda sobrou para Cazares, mas o equatoriano mandou para fora, esquentando a torcida nas arquibancadas.

Goleiro do Galo de 2007 a 2009, o experiente Juninho mostrou que a lei do ex também vale para os arqueiros. Até o gol de Rafael Moura, o camisa 1 da URT se virou como pôde para segurar o ataque alvinegro com boas defesas. Elias ainda marcou, mas o árbitro alegou que no passe de Otero, a bola havia saído pela linha de fundo, frustrando a torcida que já comemorava.

Com o gol sofrido tão cedo na segunda etapa, o Atlético passou a sentir dificuldade para chegar à área da URT. O tempo ia passando e a torcida do Galo ficava cada vez mais impaciente nas arquibancadas. A URT seguiu criando e chegou a ameaçar com perigo o gol do Galo em, pelo menos, duas oportunidades.

Para tentar corrigir a equipe, Roger optou, primeiro, pela troca de Robinho por Marlone. Depois, deu oportunidade ao jovem atacante Flávio no lugar de Cazares. Mas foi na substituição de Otero por Carlos César que o treinador ouviu mais protestos da torcida.

Lohanna Lima
O Tempo

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