Bom Despacho contabiliza 50 casos de doença rara; população e autoridades em alerta

 

Uma doença rara que atinge, em média, uma pessoa a cada 50 mil deixa as autoridades da cidade de Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas, em alerta máximo.O angioedema hereditário (AHE) tem sido registrado em muitos moradores do município. A situação é tão preocupante que será tema de audiência pública na ALMG, na próxima quinta-feira, a partir das 9 horas.
 
O prefeito de Bom Despacho, Fernando Cabral, diz que já foram registrados 50 casos no município, de cerca de 50 mil habitantes, com uma morte.
 
Por ser rara, muitos médicos não a conhecem e não conseguem diagnosticá-la. A transmissão, conforme o nome indica, acontece por herança genética autossômica dominante. Toda pessoa afetada possui um genitor afetado e tem 50% de chance de manifestar a doença.

Os sintomas mais comuns são edemas de pele e de submucosa que afetam diversas partes do corpo e de órgãos, como a face, a genitália, a orofaringe, a laringe e o sistema digestivo.

A taxa de mortalidade é estimada entre 25% e 40% e, geralmente, ocorre por edema de laringe e asfixia. A falta de diagnóstico correto e a ausência de tratamento adequado contribuem com esse índice.

Itatiaia

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