'Falso sequestro' faz mais uma vítima em Martinho Campos; Confira dicas de segurança para agir nestes casos

 

Um homem de 67 anos foi vítima do um golpe "Falso Sequestro" em Martinho Campos.


Na tarde desta segunda(05/6), ele compareceu ao Quartel da Polícia Militar e relatou aos policiais que se encontrava na cidade de Bom Despacho/MG, quando recebeu uma ligação de um número desconhecido, onde o interlocutor informou ter sequestrado sua filha e exigiu o resgate de R$ 2.000,00. Ele então depositou R$ 1.300,00 e, após algum tempo, efetuou uma ligação para sua filha, constatando ter caído em um golpe.
 
Diferenças básicas entre um sequestro real e o falso sequestro

Num sequestro real, o sequestrador passa algumas informações sobre a vítima e desliga dizendo que irá ligar novamente, pois ele não quer ser localizado nem identificado, voltando a ligar dias depois;
No falso sequestro geralmente a ligação é de um código de área de outro Estado ou de número bloqueado. Ele não fala dados sobre a vítima e espera obter alguma informação através do estado emocional da pessoa que está recendo a ligação para então comentar sobre a identidade do suposto sequestrado. Ele pressiona a vítima para não desligar o telefone até que receba o dinheiro, pois assim tenta evitar que se entre em contato com o suposto sequestrado e consigam desmascarar o golpe.

- O valor solicitado para o resgate é pequeno, em torno de R$ 1 a R$ 10 mil ou créditos para telefones celulares pré-pagos;
- O negociador aceita qualquer quantia e abaixa os valores rapidamente a pedido da vítima;
- As ligações normalmente são a cobrar ou oriundas de outros Estados, como RJ, BA, SP, etc.
- O fato de o bandido fornecer uma conta bancária para depósito do dinheiro é um forte indício de golpe e não de sequestro;
- De forma geral, durante a conversa, NUNCA forneça ou confirme qualquer dado seu ou de seus familiares, quais endereços, local de trabalho etc. Se forem verdadeiros sequestradores já saberão tudo, se não forem é melhor não muni-los de informações sobre você e sua família.

Dicas de segurança

1. Não compre os cartões de recarga;
2. Quando eles percebem que não vão conseguir extorquir, eles desistem;
3. Não se desespere você não está correndo risco;
4. Procure ter em casa se possível um identificador de chamadas, facilita muito a identificação, principalmente se for ligações de outros estados;
5. Não tome atitudes precipitadas;
6. Quando isso acontecer, procure primeiramente a pessoa que foi alva do suposto sequestro;
7. Evite conversar com o criminoso, finja que o telefone está com problemas, e desligue;
8. Fale que ele ligou para o número errado, ou diga que você é apenas um empregado que começou a trabalhar há pouco tempo;
9. Após esse tipo de ligação, deixe o telefone fora do gancho ou não atenda a ligações de números desconhecidos por algumas horas;
10. Não atenda pedidos estranho para qualquer procedimento no celular;
11. Não receba ligações a cobrar, principalmente quando o interlocutor for desconhecido (Se o interlocutor for desconhecido, desligue. Policiais e bombeiros não telefonam para informar sobre acidentes (a tarefa cabe aos hospitais) nem, muito menos, ligam a cobrar)
12. Procure orientar os familiares idosos, pois são as vítimas preferidas dos criminosos.
13 . Não ajude o bandido dando-lhe informações
– Sua filha sofreu um acidente.
– A Fernanda? O que aconteceu com a Fernanda?
O nervosismo faz com que muita gente, sem perceber, acabe passando aos bandidos informações que serão usadas para pressioná-las. Em nenhuma hipótese revele nomes de parentes a desconhecidos ao telefone
14. Tire os adesivos do carro. Adesivos com o nome da academia de ginástica ou da faculdade, assim como placas que reproduzem o apelido dos motoristas e páginas em facebook, são preciosas fontes de informação para os bandidos. Evite e peça aos seus filhos para evitar.


Se você cair no golpe, não deixe de prestar queixa na polícia. De posse de informações como o número de origem da chamada criminosa ou o número da conta em que o “resgate” foi depositado, a polícia pode identificar o criminoso e evitar que mais pessoas sejam vítimas dele.


O melhor combate a este tipo de crime é a prevenção e a orientação.

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